ASPAS COM O GESTOR, JANEIRO 2026
Prezados (as),
Encerramos o primeiro mês de 2026 com um início de ano bastante positivo para os mercados locais e, principalmente, para os ativos de risco brasileiros. Janeiro foi marcado por um fluxo estrangeiro expressivo, que sinaliza de forma clara a consolidação da tese de rotação para mercados emergentes, movimento que já vínhamos destacando ao longo de 2025 e que agora ganha força adicional. Apenas no mês, o investidor estrangeiro aportou cerca de R$ 26 bilhões na bolsa brasileira, volume equivalente a todo o fluxo observado ao longo do ano passado, reforçando o Brasil como um dos principais destinos de capital global neste início de ciclo.
Cenário Macroeconômico
O ambiente internacional seguiu construtivo, com desempenho positivo dos principais índices americanos, ainda que de forma mais moderada, enquanto os emergentes concentraram os maiores ganhos. A perspectiva de juros globais menos restritivos, combinada ao reposicionamento geopolítico e à busca por valuations mais atrativos, tem impulsionado a migração de recursos para economias com maior potencial de crescimento.
No Brasil, o movimento foi ainda mais evidente. A combinação entre câmbio mais favorável, entrada consistente de capital estrangeiro e melhora no apetite por risco sustentou uma forte valorização das ações locais. O EWZ, principal ETF de ações brasileiras listado no exterior, capturou esse movimento de forma intensa, refletindo tanto a alta da bolsa quanto a apreciação da moeda.
Mesmo com episódios pontuais de volatilidade no exterior, como discussões em torno da condução da política monetária americana e da indicação de novos nomes para o Federal Reserve, o fluxo para emergentes se manteve resiliente. Esse ambiente também gerou movimentos relevantes nas commodities, com ouro acumulando alta próxima de 18% no ano e a prata avançando mais de 40%, refletindo a busca global por proteção e ativos reais.
Desempenho dos Índices e Fundos
Os mercados refletiram esse ambiente favorável ao longo do mês. No exterior, o S&P 500 registrou alta de 1,37% e o Nasdaq avançou 0,95%, com desempenho mais moderado em comparação aos emergentes. Já no Brasil, o movimento foi significativamente mais forte, com o Ibovespa subindo 12,56%, o SMAL avançando 10,15%, o EWZ valorizando 16,59% em dólar, o CDI rendendo 1,16% e o dólar recuando 4,02%, evidenciando o intenso ingresso de capital estrangeiro e a valorização dos ativos domésticos.
Nesse contexto, os fundos da Santa Fé apresentaram resultados expressivos. O SF Scorpius FIA avançou 13,84%, superando o Ibovespa no período e capturando de forma eficiente a forte valorização da renda variável brasileira. O SF Aquarius FIM subiu 4,69%, acima do CDI, beneficiado pela estratégia de diversificação entre renda fixa, bolsa local e oportunidades internacionais. O SF Cash FIM manteve desempenho alinhado ao seu objetivo de preservação de capital e consistência.
Empresas em Destaque
- Petrobras (PETR4): Beneficiada pelo aumento do fluxo estrangeiro para o Brasil e pelo ambiente mais favorável para commodities, além da alta do petróleo, que sustentou revisões positivas.
- Ânima (ANIM3) e Cogna (COGN3): O setor de educação ganhou tração com melhora do sentimento de mercado e revisões construtivas por parte de grandes instituições financeiras, refletindo expectativas mais favoráveis para margens e geração de caixa.
- iShares MSCI South Korea (EWY): O ETF da Coreia do Sul seguiu como destaque na alocação internacional, impulsionado por empresas ligadas a semicondutores e inteligência artificial, como Samsung e SK Hynix, que continuam capturando o ciclo estrutural de demanda por chips e infraestrutura tecnológica.
Perspectivas
Iniciar o ano com forte entrada de capital estrangeiro, valorização relevante da bolsa brasileira e desempenho consistente dos nossos fundos reforça a confiança na estratégia adotada. Seguimos disciplinados, atentos ao cenário macro e preparados para ajustar a carteira sempre que necessário, buscando capturar oportunidades sem abrir mão da gestão de riscos.
Mantemos uma visão construtiva para os mercados emergentes e acreditamos que o Brasil continua bem posicionado para se beneficiar desse ciclo.
Atenciosamente,
Equipe de Gestão Santa Fé

