FUTEBOL E FUNDOS DE INVESTIMENTOS: A MESMA ESTRATÉGIA, CAMPOS DIFERENTES
Fundos de investimento e futebol têm mais em comum do que parece. A Copa do Mundo acabou, mas o paralelo entre o campo e o mercado financeiro segue mais atual do que nunca. Escalar um time vencedor é muito mais complexo do que simplesmente reunir os onze melhores jogadores disponíveis. O técnico precisa de uma estratégia, um esquema tático e jogadores dispostos a cumprir funções específicas. Assim funciona a gestão de uma carteira de investimentos.
Um time só de atacantes pode marcar muitos gols. Por outro lado, fica completamente vulnerável aos contra-ataques do adversário. Já um time só de defensores pode não sofrer tantos gols, mas também não consegue aproveitar as oportunidades de ataque. O equilíbrio entre as linhas é o que separa um time competitivo de um time desequilibrado. Nos fundos de investimento, a lógica é a mesma.
O gestor como técnico
Na Santa Fé, o gestor cumpre exatamente a função de técnico. Ele traça uma estratégia de investimento, define o esquema tático da carteira e seleciona ativos que cumprem funções específicas dentro desse plano. Cada ativo tem um papel. Cada posição tem uma razão de estar ali.
Assim como o técnico não escala jogadores apenas por talento individual, o gestor não seleciona ativos apenas por potencial de retorno isolado. O que importa é como cada ativo se comporta dentro do conjunto e como contribui para o objetivo maior: gerar rentabilidade consistente com controle de risco.
A defesa: solidez e proteção
Na defesa, o gestor busca solidez. São os ativos que não agregam risco desnecessário à carteira. Além disso, mantêm resultados consistentes mesmo em momentos de instabilidade do mercado.
Esses ativos vêm geralmente de setores como energia elétrica, saneamento e grandes bancos. De forma geral, são bons pagadores de dividendos. Sua cotação não oscila de forma exagerada nem para cima nem para baixo. Eles servem para proteger a rentabilidade da carteira nos momentos em que o mercado atravessa períodos de turbulência.
Um time que não tem defesa sólida pode vencer partidas, mas não ganha campeonatos. Da mesma forma, uma carteira sem ativos defensivos pode apresentar resultados expressivos no curto prazo. Contudo, se torna vulnerável em ciclos de queda. A defesa não existe para brilhar. Existe para garantir que a carteira sobreviva aos momentos difíceis com o patrimônio preservado.
O ataque: velocidade e ousadia
No ataque, o gestor busca velocidade e potencial de valorização expressiva. São os ativos que entram em campo para decidir o jogo. Assim como o centroavante, podem marcar o gol que define o resultado ou desperdiçar a chance clara.
Esses ativos geralmente pertencem a setores como tecnologia, varejo, empresas em fase de expansão acelerada e small caps. Têm alto potencial de valorização em um curto espaço de tempo. Por outro lado, também apresentam risco maior de queda brusca. O gestor os inclui na carteira porque sem ataque não há como superar benchmarks e entregar retornos acima do mercado.
O trabalho do técnico é o trabalho do gestor
O paralelo vai além das posições individuais. O trabalho do técnico, assim como o do gestor, é fazer com que ativos de perfis completamente diferentes trabalhem juntos em prol de uma estratégia. Um jogador veloz no ataque só funciona se houver organização defensiva por trás. Um ativo de crescimento acelerado só faz sentido se houver solidez suficiente para absorver a volatilidade que ele traz.
Nos fundos de investimento da Santa Fé, essa composição é pensada de forma contínua. O mercado muda. O adversário muda. O técnico precisa adaptar o esquema sem perder de vista o objetivo final: ganhar o jogo.
Atenciosamente,
Pedro Luis Figueiredo.

